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A vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) , principal causador de bronquiolite em crianças, reduziu em 52,5% os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês menores de 6 meses.
Disponível na rede pública desde dezembro, a vacina protege o bebê ainda durante a gestação, garantindo proteção nos primeiros meses de vida, período em que o risco de complicações respiratórias é maior.
Os dados, apresentados nesta terça-feira (14) durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do SUS, reforçam a importância da adesão de todas as gestantes à vacinação. Até agora, mais de 1,2 milhão de doses foram aplicadas no país.
No primeiro semestre de 2026, os casos graves em bebês menores de 6 meses caíram de 14.061 para 6.674, na comparação com o mesmo período de 2025. Nas demais faixas etárias infantis, a redução variou entre 8% e 13%, indicando um impacto mais expressivo justamente entre os bebês protegidos pela vacinação materna.
Além disso, um estudo em andamento estima que aproximadamente 6,8 mil casos graves tenham sido evitados entre crianças menores de 6 meses. A análise também mostra que, em 2026, os bebês nessa faixa etária responderam por cerca de 35% das hospitalizações entre crianças de até 4 anos durante o período de maior circulação do VSR, percentual inferior ao observado antes da introdução da vacina.
Estudo em andamento estima também que aproximadamente 6,8 mil casos graves tenham sido evitados entre crianças menores de 6 meses
A vacina é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. O imunizante estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê durante a gestação, protegendo-o nos primeiros meses de vida, quando o risco de hospitalização por VSR é mais elevado.
O Ministério da Saúde está realizando a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo são pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.
A insulina glargina é um medicamento mais moderno, de ação prolongada, que, na maioria dos casos, permite apenas uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem exigir até três aplicações no mesmo período. O acesso será feito após avaliação clínica e prescrição médica, sendo o medicamento ofertado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país.
O tratamento com esse fármaco contribui para um controle mais estável da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão e a continuidade do tratamento, proporcionando mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.
Distribuição do medicamento aos estados
Foram encaminhados, até esta segunda-feira (13/6), mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados, destinados à transição do tratamento. Também foram distribuídas 52.350 canetas reutilizáveis para a aplicação do medicamento. A previsão é que todos os estados recebam os insumos até o fim de julho.
A iniciativa de transição é decorrente de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que viabiliza a produção nacional do medicamento e estoques mais seguros para o SUS.
Como acessar o medicamento
Para ter acesso ao medicamento, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada. Pais, responsáveis ou cuidadores do público elegível também podem solicitar a substituição da insulina NPH pela insulina glargina na unidade de saúde. O paciente e sua família serão acolhidos por uma equipe multiprofissional, que avaliará o quadro clínico e a possibilidade de transição do tratamento.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (13/7) o registro da Fluprevli, vacina influenza trivalente (fragmentada e inativada). O imunizante é destinado à imunização ativa a partir de 6 meses de idade contra cepas dos vírus influenza A e B presentes na formulação.
Em estudos clínicos de suporte, foram observadas elevadas taxas de soroproteção (presença de níveis adequados de anticorpos no sangue, geralmente adquiridos por vacinação ou infecção prévia) e soroconversão (momento em que o organismo começa a produzir anticorpos detectáveis no sangue em resposta a uma infecção ou vacinação), além de eficácia de até 73% na prevenção de influenza em adultos e de até 65% em crianças.
A influenza é uma infecção viral respiratória de elevada relevância em saúde pública, responsável por surtos sazonais, hospitalizações e óbitos, especialmente em crianças pequenas, idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou um conjunto de atualizações para as vacinas contra a covid-19. A medida prevê melhorar a resposta contra variantes novas em circulação no país.
A Instrução Normativa que trata do assunto foi publicada nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial da União.
A norma aprovada diz que as vacinas precisam ser monovalentes, ou seja, ter resposta imunológica contra uma linhagem específica do vírus SARS-CoV-2 em circulação. Também devem conter a variante LP8.1 como antígeno preferencial. Derivados da cepa JN.1, como XFG ou NB.1.8.1, são permitidos “desde que demonstrem respostas de anticorpos neutralizantes amplas e robustas”.
Vacinas registradas e produzidas antes desta norma, e as que já foram distribuídas no país poderão ser utilizadas em até nove meses. Depois desse prazo, estão proibidas.
As novas regras foram estabelecidas na 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa. A justificativa apresentada no encontro é de que registros recentes apontam dezenas de casos de síndrome gripal associados à doença, o que reforça a necessidade de manutenção de estratégias de vacinação atualizada no país.
A vacina Pneumo 20, indicada para crianças de até 5 anos e outros grupos especiais está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais pontos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria causadora de doenças graves como pneumonia e meningite, que podem resultar em hospitalizações, sequelas e óbitos.
A vacina amplia a cobertura contra sorotipos relacionados à pneumonia invasiva, incluindo os tipos 3, 6A e 19A. Também contribui para a proteção contra a otite média, que pode evoluir para perda auditiva e, em casos mais graves, infecção generalizada.
A doença pneumocócica é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais causas de mortalidade infantil por doença imunoprevenível. As doenças pneumocócicas também estão associadas a internações hospitalares e atendimentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Esquema vacinal e substituição de imunizantes
O SUS oferece as vacinas pneumocócicas conjugadas Pneumo 10 e Pneumo 13, além da vacina polissacarídica Pneumo 23, conforme indicação.
Com a Pneumo 20 no calendário infantil, está em andamento uma transição gradual do esquema vacinal. A vacina está indicada para os seguintes grupos:
Durante o período de transição, o esquema vacinal prevê uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses de idade, uma dose da Pneumo 10 aos 4 meses e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses, respeitando intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas Pneumo 13 e Pneumo 23 seguem sendo utilizadas conforme indicação do Programa Nacional de Imunização (PNI)até a conclusão da transição de estoques.
Após o esgotamento das doses da Pneumo 10, o esquema passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. O histórico de vacinação pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança,disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
A vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos foi prorrogada até 31 de dezembro. A iniciativa busca alcançar pessoas que não foram imunizadas na faixa etária recomendada ou que não possuem registro vacinal, ampliando a proteção individual e coletiva e reforçando a prevenção de doenças associadas ao vírus.
A vacinação contra o HPV é a principal forma de prevenção, complementada pelo uso de preservativos internos ou externos, que reduzem o risco de transmissão. As doses da vacina estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais pontos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) .
Quem pode se vacinar
O esquema previsto no Calendário Nacional de Vacinação é indicado para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Na estratégia de resgate, adolescentes e jovens de 15 a 19 anos poderão se vacinar até 31 de dezembro. A medida reforça a importância de garantir a imunização daqueles que não receberam o imunizante no período recomendado.
A vacina também está disponível para grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, usuários de PrEP e pessoas com papilomatose respiratória recorrente, conforme as recomendações técnicas vigentes.
A situação vacinal pode ser consultada pelo aplicativo Meu SUS Digital .
O estudo que analisou dados de mais de 2,5 milhões de pessoas concluiu que a vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) em idosos esteve associada a uma redução de 75,6% das hospitalizações pela doença.
Além disso, os pacientes vacinados que precisaram ser internados após a infecção apresentaram 63,1% menos problemas cardiovasculares graves, como infarto e AVC. O risco de piora de diversas comorbidades também foi menor, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes e doença renal.
O estudo comparou as informações de saúde de cerca de 520 mil pessoas vacinadas com o imunizante Arexvy com outras 2 milhões não vacinadas, nos Estados Unidos, entre agosto de 2023 e maio de 2024, após ponderações estatísticas.
Durante os nove meses analisados, o grupo das pessoas vacinadas registrou não somente menos internações pela doença, como também 79,1% menos hospitalizações com gravidade e 66,8% menos mortes.
Os resultados foram apresentados pela farmacêutica GSK, produtora na vacina, na edição deste ano da Conferência da Respiratory Syncytial Virus Foundation.
De acordo com a GSK, os dados "de mundo real" confirmam a eficiência do imunizante, já demonstrada nos ensaios clínicos.
O VSR é conhecido principalmente como o principal causador da bronquiolite em bebês, mas também é um vírus que infecta muitos idosos com gravidade, explica o cardiologista José Carlos Zanon, membro do Departamento de Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Com 21.213 testes rápidos para detecção de Infecção Sexualmente Transmissíveis (ISTs) realizados durante o período junino até este sábado (20), a Bahia tem se tornado destaque em levar este serviço para grandes festas. A iniciativa de montagem de postos de testagem faz parte das ações do Governo do Estado na área da saúde para o São João.
Nos municípios de Alagoinhas, Amargosa, Brumado, Camaçari, Cachoeira, Conceição do Jacuípe, Cruz das Almas, Eunápolis, Guanambi, Ibicuí, Irecê, Itabuna, Itapetinga, Seabra, Senhor do Bonfim e Serrinha o serviço oferta exames para HIV, sífilis e hepatites B e C. Além disso, há distribuição de preservativos e oferta de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Profilaxia Pós Exposição (PEP).
A superintendente de Proteção e Vigilância à Saúde, Rivia Barros, explica que o atendimento não fica restrito à realização do teste. “No posto há o acolhimento de quem busca o serviço, a realização do teste e orientação, independente do resultado. Para aqueles que tiveram o teste positivo, asseguramos o encaminhamento para o inicio o tratamento e, no caso da sífilis, pode ser iniciado no posto mesmo”, afirma.
A moradora de Camaçari Deise Araújo foi uma das que aproveitou a oportunidade para fazer os testes. Ela conta que uma colega tinha ido ao posto e recomendou que ela fosse também “Achei uma ótima inciativa. É uma oportunidade que temos de cuidar da saúde”, afirma
Do total de testes realizados, 234 tiveram resultados positivos, sendo 214 reagentes para sífilis, 6 para HIV, 7 para hepatite B e outros 7 para hepatite C.
Atendimento de urgência
Pra garantir a assistência para quem está aproveitando as festas em Salvador, o Governo do Estado montou dois postos para atendimento às urgências e emergências, com um em Paripe e outro no Pelourinho. Nos dois dias de funcionamento (sexta e sábado), foram registradas 44 entradas, sendo a maioria por conta de cefaleia (8) e dor abdominal (6).
Os hospitais da rede da Secretaria da Saúde do Estado também estão preparados para ocorrências de maior complexidade. Na sexta (19) e no sábado (20) foram atendidas cinco pessoas no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, e uma no Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, por conta de ocorrências relacionadas às festas juninas.
O Ministério da Saúde liberou, nesta quarta-feira (17), R$ 48 milhões para fortalecer a infraestrutura doSistema Único de Saúde (SUS) na Bahia. Os recursos contemplam novas obras autorizadas por meio do Pix da Saúde, equipamentos para ampliar a realização de cirurgias e exames especializados, e o ressarcimento de valores gastos em unidades de atendimentos concluídas no âmbito do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde.
Os investimentos na Bahia integram a mobilização nacional de entregas na saúde do Governo do Brasil. Ao todo, foram liberados R$ 577,2 milhões por meio do Pix da Saúde para acelerar a expansão da infraestrutura do SUS em todos os estados brasileiros.
Do total destinado para a população baiana, mais de R$ 31 milhões serão destinados *ao início de 13 novas obras*. Os investimentos contemplam 12 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nos municípios de Caetité, Catu, Itacaré, Nova Canaã, Ruy Barbosa, Santa Luzia, Sento Sé, Igaporã, Irecê, Santo Estevão, Sobradinho e Várzea da Roça; além de um Centro Especializado em Reabilitação para pessoas com deficiência (CER), em Camaçari.
"O governo do presidente Lula retomou o investimento na saúde pública brasileira. Estamos tirando obras do papel, concluindo empreendimentos que estavam parados e levando equipamentos de alta tecnologia para todas as regiões do país. Cada obra inaugurada representa um compromisso que saiu do papel e virou atendimento para a população. Quando entregamos unidades de saúde e novos equipamentos para os hospitais, estamos ampliando o acesso da população a atendimento de qualidade, estamos reduzindo desigualdades e fortalecendo a capacidade do SUS de cuidar das pessoas perto de onde elas vivem”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Presente à cerimônia, a diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento em Saúde da pasta, Aline Costa, destacou que o objetivo é diminuir o tempo de espera no atendimento à população.
“Estamos entregando aqui na Bahia 13 obras, combos de cirurgias para os hospitais que têm as salas cirúrgicas, mas não têm os equipamentos, um tomógrafo para Obras sociais Irmã Dulce, dentre outros. Por meio do PAC Saúde, o Ministério investe para oferecer mais infraestrutura em saúde e agilidade no atendimento à população baiana”, pontuou.
O Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), preparou um pacote de ações que soma R$ 8,8 milhões em investimentos para fortalecer a assistência à saúde durante os festejos juninos na capital e no interior. As iniciativas têm foco na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), no acolhimento ambulatorial e no atendimento a vítimas de acidentes com fogos de artifício e queimaduras, ocorrências típicas do período.
Em 2026, as medidas incluem a implantação de 16 estandes de testagem rápida para detecção de HIV, sífilis e hepatites B e C, em Alagoinhas, Amargosa, Brumado, Cruz das Almas, Camaçari, Cachoeira, Conceição do Jacuípe, Eunápolis, Guanambi, Ibicuí, Irecê, Itabuna, Itapetinga, Seabra, Senhor do Bonfim e Serrinha, além da instalação de três postos de saúde, um na cidade de Ipirá e dois em Salvador, sendo um em Paripe e outro no Pelourinho.
Cada estande de testagem rápida para ISTs tem capacidade para realizar até mil exames por dia, e a expectativa é ultrapassar a marca de 70 mil exames durante os festejos juninos de 2026.
Em 2025, foram realizadas cerca de 56 mil testagens em 14 municípios. Deste total, foram identificados 602 casos positivos: 35 para HIV, 9 para hepatite B, 21 para hepatite C e 537 para sífilis. Entre os diagnosticados com sífilis, 194 pessoas iniciaram o tratamento imediato com aplicação de penicilina nos próprios estandes.
O número de exames realizados no ano passado representa um crescimento de 179% em relação a 2024, quando foram contabilizados 20 mil testes em sete postos de testagem. A ampliação da cobertura, a escuta qualificada dos usuários e a integração com outras estratégias de cuidado reforçam o compromisso do Governo do Estado com a promoção da saúde e o enfrentamento das ISTs na Bahia.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (3/6) o início da vacinação com a pneumo 20 para crianças de até 5 anos. O imunizante, novidade no SUS, protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora de doenças graves, como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações, sequelas e óbitos. Esse é o quarto imunobiológico incorporado para crianças durante a gestão — na rede privada, o custo chega a mais de R$ 500.
“Já tomamos todos os passos necessários, inclusive com a publicação da nota técnica e o início da distribuição para estados e municípios. A expectativa é que, a partir da segunda quinzena de junho, as crianças possam receber a vacina nas unidades básicas de saúde”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O ministro também afirmou que o país seguirá fortalecendo a vacinação e a confiança da população no Programa Nacional de Imunizações, além de combater o negacionismo e os movimentos antivacina.
A distribuição das primeiras 514 mil doses já começou. A vacinação será iniciada à medida que os estados receberem os imunizantes e concluírem o envio aos municípios. A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar mais de 6,1 milhões de doses ainda este ano.
O diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionadas aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção generalizada quer pode levar à morte.
Mais brasileiros estão procurando o Sistema Único de Saúde (SUS) para parar de fumar. Em 2025, 2,5 milhões de pessoas buscaram, de forma voluntária, atendimentos relacionados ao tabagismo na Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O número representa um aumento de 95% em relação a 2022, quando foram registrados 1,2 milhão de atendimentos. O crescimento ocorre em meio à ampliação das ações de prevenção e tratamento do tabagismo na rede pública e ao alerta para o avanço do uso de cigarros eletrônicos entre os jovens.
Também houve crescimento nas atividades coletivas voltadas a usuários de tabaco nas UBS, que incluem rodas de conversa, ações educativas e encontros conduzidos por profissionais de saúde para orientar sobre os riscos de consumir a substância. Entre 2022 e 2025, o número de ações registradas passou de 61,9 mil para 157,1 mil, enquanto o total de participantes subiu de 1 milhão para 2,1 milhões. Os dados mostram a expansão das estratégias de prevenção, orientação e apoio à cessação do tabagismo na rede pública de saúde.
Ampliar o acesso ao tratamento do tabagismo é salvar vidas. Os dados mostram que mais brasileiros estão procurando ajuda e que o SUS está preparado para acolher essa demanda, com equipes capacitadas, acompanhamento contínuo e medicamentos gratuitos. Nosso compromisso é garantir que qualquer pessoa que queira parar de fumar encontre apoio perto de casa”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (26/5) o registro do medicamento Ozivy. O produto é a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico liberado para comercialização no Brasil. Ou seja, o novo medicamento é uma versão sintética de um medicamento originalmente biológico registrado na Anvisa.
O medicamento usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, que teve sua patente expirada em 20 de março. O pedido de registro do medicamento com semaglutida sintética chegou em 2023 e passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade feita por meio do registro na Anvisa.
O pedido de registro foi feito pelo laboratório EMS/SA e seguiu a ordem cronológica e de prioridade para medicamentos do tipo GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. As prioridades, que incluem a semaglutida, foram definidas nos termos do Edital de Chamamento12/2025 . Atualmente, outros cinco medicamentos de origem sintética e um de origem biológica da semaglutida seguem em análise na Agência, além de outros processos que estão na fila.
Indicação aprovada
Ozivy poderá ser usado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como adjuvante à dieta e exercício:- em monoterapia, quando a metformina é considerada inapropriada devido a intolerância ou contraindicações;- em adição a outros medicamentos para o tratamento do diabetes.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), acompanha o cenário epidemiológico da hantavirose no Brasil e no exterior, especialmente após o evento internacional envolvendo o vírus Andes. Até o momento, não há registro de surto da doença na Bahia, e o último caso confirmado de hantavirose com Local Provável de Infecção (LPI) no estado ocorreu em 2004, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde.
O monitoramento é realizado de forma integrada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), pelo Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen-BA) e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), garantindo a verificação e avaliação de rumores, além da notificação, investigação e resposta oportuna diante de eventuais casos suspeitos.
Segundo a vigilância estadual, a hantavirose é uma zoonose viral aguda rara no Brasil, geralmente associada à exposição à urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados, sobretudo em áreas rurais, periurbanas ou ambientes com infestação. A Suvisa destaca que não há evidência de circulação sustentada da doença na Bahia e que o Ministério da Saúde não registra circulação do vírus Andes no Brasil, mesmo diante do episódio internacional envolvendo passageiros de um cruzeiro.
A orientação das autoridades de saúde é manter medidas preventivas simples, como evitar contato com urina, fezes e saliva de roedores, proteger alimentos e caixas d’água, vedar frestas e acessos que favoreçam a entrada desses animais e higienizar adequadamente ambientes fechados por longos períodos. Locais com sinais de roedores devem ser ventilados antes da limpeza, evitando varrição a seco, para reduzir o risco de inalação de partículas contaminadas.
De acordo com o Ministério da Saúde, o evento internacional relacionado ao navio não representa, até o momento, impacto direto para o Brasil, e os casos confirmados no país não têm relação com a situação monitorada internacionalmente. A transmissão entre pessoas é considerada incomum e, até o momento, foi documentada apenas em situações associadas ao vírus Andes, geralmente envolvendo contato próximo e prolongado com pessoas sintomáticas.
O impacto financeiro dos acidentes envolvendo motocicletas na rede hospitalar da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia atingiu grandes cifras nos últimos anos, representando um desafio crescente para a gestão estadual. Segundo um levantamento feito, as internações decorrentes destas ocorrências custaram cerca de R$148,6 milhões em 2025. No ano de 2024, esse custo chegou a R$138 milhões, enquanto que em 2023, foram R$115,8 milhões.
Nestes últimos três anos, a região Centro-Leste, que engloba municípios como Feira de Santana, Serrinha e Itaberaba e concentra 15% da população baiana, foi a que apresentou o maior gasto. Em 2025, foram R$45,7 milhões, representando cerca de 30,7% do custo total do estado. A região Leste, onde está Salvador e região metropolitana e tem 30% dos habitantes da Bahia, em 2025, o valor chegou a R$36,9 milhões, 24,8% do total.
O custo médio de internação por paciente foi estimado em R$ 10.664,79, valor que engloba toda a linha assistencial, desde o atendimento de urgência e emergência no pronto-socorro até os procedimentos em centro cirúrgico e permanência em leitos. O levantamento apontou que o tempo médio de internação é de sete dias. Pacientes mais graves que necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) o tempo médio de permanência aumenta para 15 dias.
No perfil epidemiológico observado, verificou-se predominância do sexo masculino entre os pacientes internados, correspondendo a aproximadamente 81% dos casos, enquanto o sexo feminino representou cerca de 19%.
Em 2026, a Bahia registrou uma redução de 41% no número de casos prováveis de dengue. Até a 18ª Semana Epidemiológica (11/05) foram notificados 10.162 casos e quatro óbitos, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 17.236 casos e cinco mortes.
Atualmente seis municípios (Alagoinhas, Campo Alegre de Lourdes, Maraú, Remanso, Santa Maria Da Vitória, Uauá) estão em epidemia. Outros nove (Araci, Aramari, Aratuípe, Buritirama, Casa Nova, Curaçá, Itiúba, Mucugê, Teodoro Sampaio) estão em situação de risco, enquanto que 49 estão em alerta. “Quando a gente classifica um município em epidemia, estamos dizendo que a transmissão está acima do esperado”, explica Rafael Gomes, técnico da vigilância epidemiológica do Estado.
Rafael alerta que mesmo com a redução de casos prováveis em relação ao ano passado, as ações de medidas preventivas não devem parar. “A população deve trabalhar junto com o poder público sempre. Temos o trabalho dos agentes de combate às endemias que fazem as visitas domiciliares, que auxiliam a população dentro de casa, mas as pessoas devem disponibilizar ao menos 10 minutos por semana para verificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, como vasos de plantas e garrafas com presença de água parada”, destaca
Outra medida de prevenção é a vacinação, que atualmente está disponível para adolescentes de 10 a 14 anos e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, com idade entre 15 e 59 anos, 11 meses e 29 dias. A escolha desse grupo deve-se à natureza do trabalho desses profissionais, que atuam diretamente na assistência e na prevenção dentro das comunidades. Entre os beneficiados estão: médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem; agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE); odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, profissionais das equipes multiprofissionais, nutricionistas e farmacêuticos.
Às vésperas do Dia das Mães, o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. A imunização, oferecida de forma inédita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) , protege os recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, fase em que o risco de complicações respiratórias é maior. Para celebrar a conquista, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vacinou uma gestante em Lauro de Freitas (BA), onde também anunciou a construção da primeira maternidade municipal da região.
“O Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas e enfraqueceram o Programa Nacional de Imunizações. Em três anos e meio, reconstruímos o PNI, incorporamos novas vacinas e ampliamos, ano após ano, a proteção da população. Seguiremos fortalecendo o SUS para garantir mais acesso à imunização e mais saúde para todos os brasileiros”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas"
O avanço da vacinação já reflete nos indicadores de saúde infantil. Até 18 de abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também registraram queda de 63%, de 72 para 27 mortes.
A vacina foi incluída no SUS em 2025, após análise técnica e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) . A medida representa um avanço significativo para a saúde pública, especialmente considerando que, na rede privada, a mesma vacina pode custar até R$ 1,5 mil.
Uma pesquisa recente desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Saúde da Uesb, campus de Jequié, traz um alerta urgente para a saúde pública: o aumento das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) no Brasil e no mundo. Essas infecções, muitas vezes adquiridas durante internações, estão se tornando mais perigosas devido à chamada “resistência bacteriana”, quando os antibióticos atuais já não conseguem eliminar os microrganismos.
O impacto é preocupante tanto no aspecto humano quanto no econômico. O estudo aponta que, até 2050, cerca de 3,5 milhões de mortes por ano podem ser atribuídas a essas infecções, um número 4,4 vezes maior que as mortes globais por HIV/AIDS e doenças sexualmente transmissíveis registradas em 2021.
A mortalidade entre pacientes infectados por microrganismos resistentes é duas a três vezes maior do que entre aqueles infectados por microrganismos sensíveis. Além do risco à vida, essas “superbactérias” prolongam o tempo de internação e elevam drasticamente os custos dos sistemas de saúde.
Como os dados foram levantados – Para entender a gravidade do problema, a pesquisadora Karla Rodrigues, sob orientação da professora Gisele Lemos, realizou uma revisão minuciosa de tudo o que foi publicado sobre o tema entre 2019 e 2024. Além da análise global, o estudo realizou um levantamento prático em um hospital público do Nordeste brasileiro, analisando 1.601 pacientes e mais de 2.300 amostras de culturas.
As pesquisadoras identificaram que a principal infecção foi a pneumonia associada à ventilação mecânica, responsável por mais de um terço dos casos analisados. O principal agente envolvido foi a bactéria Pseudomonas aeruginosa, reconhecida pela alta capacidade de resistência a múltiplos antibióticos, o que dificulta o tratamento e aumenta os riscos clínicos. Um dado importante é que o uso excessivo de antibióticos durante a pandemia de Covid-19 acelerou o surgimento dessas bactérias resistentes.
A circulação da influenza começou mais cedo neste ano. Para ampliar a proteção da população, o Governo do Brasil reforça a importância da vacinação, especialmente entre crianças, gestantes e idosos, grupos com maior risco de desenvolver complicações. A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS para os públicos prioritários. Para proteger os bebês contra a bronquiolite, a vacinação contra o vírus sincicial respiratório também está disponível para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.
Até 18 de abril de 2026, o Brasil registrou 5,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza e 352 mortes. Apesar da antecipação da circulação do vírus antes do inverno, período de maior transmissão, a expectativa é de que o pico deste ano fique abaixo do observado no mesmo período de 2025.
DESACELERAÇÃO — Em parte do país, os casos já apresentam desaceleração. Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Tocantins e Distrito Federal registram queda ou interrupção do crescimento, sinalizando possível estabilização da circulação viral. Ainda assim, 17 estados seguem com tendência de aumento dos casos nas últimas semanas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, nesta segunda-feira (4/5), registro para o medicamento Beyonttra ® (cloridrato de a coramidis). O produto, da Global Regulatory Partners Brasil LTDA, é indicado para o tratamento de pacientes com cardiomiopatia amiloide associada à transtirretina na sua forma selvagem ou na variante hereditária.
A doença é rara, multissistêmica e progressiva, que pode ser fatal, resultante da deposição da proteína transtirretina (TTR) monomérica malformada e agregada como fibrilas amiloides no músculo cardíaco. Produzida no fígado, a proteína se acumula no miocárdio, causando rigidez e insuficiência cardíaca.
Beyonttra® age na estabilização da TTR, o que reduz o risco de mortalidade cardiovascular. Em estudo de fase 3, o medicamento foi estatisticamente mais eficaz que o placebo em um desfecho primário . Um paciente tratado com o medicamento teve 77,2% mais chance de obter um benefício do tratamento do que um participante que recebeu placebo.
A Bahia vem intensificando suas estratégias de enfrentamento às arboviroses, com foco em inovação tecnológica, ampliação da vacinação e integração das ações de vigilância em saúde. Em um cenário agravado pelo aumento das chuvas, que favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o estado reforça medidas para conter doenças como dengue, zika e chikungunya, que seguem como importantes desafios de saúde pública.
Nesta terça-feira (28), durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), gestores e técnicos apresentaram iniciativas que marcam um novo momento no combate ao vetor. Um dos principais destaques é a expansão do método Wolbachia, tecnologia que utiliza mosquitos Aedes aegypti infectados com uma bactéria naturalmente presente em outros insetos e capaz de reduzir significativamente a transmissão dos vírus. Esses mosquitos não desenvolvem os vírus da dengue, zika e chikungunya e, por isso, não transmitem as doenças. A estratégia busca, ao longo do tempo, substituir a população de mosquitos transmissores por mosquitos com menor capacidade de transmissão.
Já aplicada em algumas cidades brasileiras, a tecnologia deverá ser ampliada de três para 40 municípios. Na Bahia, a proposta inicial contempla Vitória da Conquista, Camaçari e Feira de Santana, com possibilidade de expansão conforme os resultados obtidos. A ação envolve desde a produção dos mosquitos até a liberação controlada em áreas urbanas, aliada ao monitoramento contínuo e a ações educativas.
A parceria entre o Governo da Bahia e o Governo Federal ganhou um novo impulso nesta sexta-feira (24), com o Dia D do PAC na Bahia. A iniciativa do Ministério da Saúde destina R$ 66,49 milhões para 34 municípios baianos, voltados à ampliação da rede pública de atenção básica e psicossocial. O evento que marcou o repasse dos recursos aconteceu na Policlínica de Narandiba, em Salvador, com a presença da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, da superintendente estadual do Ministério da Saúde, Joanna Paroli, e da diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento em Saúde, Aline Costa.
Os recursos vão financiar a construção de unidades básicas de saúde dos portes 1 e 2, além de Centros de Atenção Psicossocial tipo II e CAPS Álcool e Drogas porte III, fortalecendo a presença do SUS em diferentes territórios. Serão beneficiados os municípios de Almadina, Angical, Antônio Cardoso, Aurelino Leal, Baixa Grande, Banzaê, Barra do Choça, Biritinga, Boninal, Botuporã, Canudos, Carinhanha, Conceição do Almeida, Cotegipe, Cravolândia, Euclides da Cunha, Iguaí, Ipecaetá, Itaberaba, Itapicuru, Ituberá, Jaborandi, Juazeiro, Jussara, Livramento de Nossa Senhora, Palmeiras, Pilão Arcado, Poções, Ribeirão do Largo, São Gabriel, Saubara, Serrolândia, Valença e Wanderley.
Mais do que um anúncio de investimentos, a agenda reafirma uma diretriz que vem marcando a política pública de saúde na Bahia: a convergência entre Estado e União para ampliar e regionalizar o acesso. “Essa é uma entrega que simboliza com muita força a parceria Bahia-Brasil em favor da vida. Quando o Governo Federal e o Governo do Estado atuam de forma articulada, quem ganha é a população, especialmente aquela que mais precisa do SUS. Estamos falando de mais estrutura para a atenção básica, de fortalecimento da rede de saúde mental e de mais presença do poder público nos municípios, com planejamento, investimento e compromisso social”, afirmou a secretária Roberta Santana.
O Governo do Brasil enviou mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, garantindo estoque suficiente para atender às demandas regionais. A Bahia recebeu 205.008 doses do imunizante. Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões. Os estoques estão garantidos em todo o país.
As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis. “As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.
O Ministério da Saúde mantém quantitativo suficiente em estoque para atender todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses.
O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. Estados podem formalizar solicitações adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais. Quando acionado, o Ministério realiza o envio de mais doses.
Para dar mais celeridade a transferências, internações e cirurgias, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realizou, neste sábado (11), em Salvador, mais um mutirão de regulação, com a presença da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana. O Serviço Estadual de Regulação (SER) atendeu 1.388 pacientes, com maior concentração de casos em ortopedia, clínica médica, cirurgia geral, avaliação vascular e UTI adulto.
Entre as unidades que mais receberam pacientes regulados estão o Hospital Estadual Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, com 64, o Hospital Geral Roberto Santos e o Hospital Geral do Estado, ambos em Salvador, com 47 cada, o Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, com 44, o Hospital Regional de Guanambi e o Hospital 2 de Julho, em Salvador, com 33 cada, além do Hospital do Oeste, em Barreiras, e do Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal, com 31 pacientes cada.
A ação integra a estratégia permanente do Governo do Estado para ampliar a eficiência da regulação e reduzir o tempo de espera. No primeiro trimestre de 2026, o SER atendeu 72.397 pacientes, um crescimento de 54,3% em relação ao mesmo período de 2022. Desse total, 49.073 foram regulados em até 24 horas.
“Seguimos ampliando a capacidade de resposta do Estado. Desde 2023, o governador Jerônimo Rodrigues entregou 13 hospitais, implantou mais de 5.500 leitos na rede própria e contratualizada e investiu R$ 38 bilhões em saúde. Esse reforço é o que permite à regulação atender mais gente, em menos tempo e mais perto da casa do paciente”, afirmou Roberta Santana.
A Prefeitura de Brumado promove no neste sábado, dia 28 de março, o Dia D de vacinação contra a gripe, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e proteger a população contra o vírus da Influenza. A mobilização acontecerá das 8h às 17h em todas as Unidades de Saúde da sede do município, facilitando o acesso da população aos imunizantes.
Além dos pontos tradicionais de vacinação, a campanha também estará presente no evento Março Mulher, realizado na Escola Miriam Meira, em Lagoa Funda, reforçando a estratégia de levar a vacina a diferentes públicos e locais.
Nesta etapa inicial, a imunização é destinada a grupos prioritários, incluindo crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas, povos indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde e da educação, profissionais de segurança e salvamento, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores dos Correios e do transporte coletivo rodoviário.
A ação busca não apenas reduzir casos graves da doença, mas também evitar a sobrecarga no sistema de saúde, especialmente em períodos de maior circulação do vírus. A orientação é que os cidadãos compareçam aos pontos de vacinação munidos de documento pessoal e cartão de vacina.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da adesão da população, destacando que a vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção, protegendo não apenas quem recebe a dose, mas também toda a comunidade.